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terça-feira, 27 de setembro de 2016

Privacidade

Curta, grossa e seca:

Tenho um transtorno alimentar controlado (pelo menos não quero que as pessoas ao meu redor saibam que tive aquela recaída) e tento ao máximo manter segredo disso (sugiro a muitas que adotem algumas dicas para evitar conflitos familiares). Para evitar situações desagradáveis com os que esperam que eu esteja 100%, evito flagras:


  • Não participo de grupos no WhatsApp: em primeiro lugar, não quero meu número de telefone rolando na internet. Segundo, um motivo a menos para me distrair com o celular. Em terceiro lugar, eventualmente meu noivo pega meu telefone (não para bisbilhotar, afinal não tenho o que esconder - só isso), assim como uma irmã ou amiga pode acabar vendo sem querer um grupo com várias pessoas com transtornos ativos... Vocês já imaginam o que pode acontecer...
  • Não posto fotos minhas: vocês não tem noção do que é alguém reconhecer seu braço por uma pinta ou por uma cicatriz no joelho... 
  • Uso navegação anônima: para ler e fazer postagens eu prefiro usar o modo anônimo. Não registra no histórico de acessos e evita confusões, principalmente caso haja necessidade de empréstimo do computador.
  • Uso um pseudônimo: como vocês devem imaginar, a Ana Po existe, mas esse é um nome artístico! Vamos manter o anonimato para evitar problemas
  • Tento agir normalmente em público: em festas familiares, jantares, etc, eu me sirvo e como normalmente. Tento comer bastante salada (quase o prato todo). As pessoas só faltam aplaudir por ser "saudável". Claro que no dia seguinte desconto na esteira!
Por mais neurose que possa parecer, a última coisa que quero é ser internada contra minha vontade, com prescrição de remédios e acompanhamento psiquiátrico. Não novamente. Por enquanto eu consigo controlar.

Espero conseguir por muito tempo...

segunda-feira, 26 de setembro de 2016

Emagrecer: uma jornada solitária!

Sou Ana Maria Portela, ou simplesmente Ana Po!

Como já confidenciei aqui no blog algumas vezes, eu nunca fui anoréxica (tenho épocas com pouco apetite ou com uma tentativa mais esforçada de emagrecer), mas na realidade, já sofri muito com a Mia. 

Sou ex atleta (era ginasta até os 16 anos, quando rompi o ligamento da mão) e andei me arriscando nos últimos anos no esporte amador (algumas artes marciais e corrida). Me adaptei bastante à corrida e sigo religiosamente meus treinos.

Ou melhor, estava seguindo...

Aconteceram uma série de fatores que me fizeram diminuir o ritmo. Quebrei o pé (tem 1 ano e meio), fiquei de molho, acabei engordando, encontrei o amor (amar engorda - tem 1 ano) e por fim, tive a zika virus (em julho - que lenhou minhas articulações e não consigo correr). Estou correndo atrás do prejuízo (não sei dizer o quanto engordei exatamente, pois meu porte físico não é exatamente delgado - muito pelo contrário - sou bem musculosa por tendência corporal e músculo pesa mais que gordura). Ganhei 7% de índice de gordura no corpo e estou com os rins sobrecarregados (efeito zika), o que me faz inchar muito.

Atualmente, estou num ritmo leve de treino de corrida. Estou tentando adequar minha dieta a minha atual fase mais sedentária. Pretendo acrescentar musculação na minha rotina para fortalecer a musculatura e me ajudar a voltar a correr sem me lesionar.

Aqui chego no ponto onde eu queria:

Por que eu fiz esse blog.

Durante muito tempo segui diversos blogs de dieta, e em algum ponto da minha vida me deparei com alguns blogs Ana & Mia. Me afeiçoei à várias borboletas, sofrendo junto de longe e anotando dicas que pra mim são coerentes.

Em busca de motivação, resolvi criar esse blog (percebam que quase todos os dias faço postagens e sempre respondo os comentários). Os fóruns foram sumindo, e a forma de comunicação das pessoas com distúrbios alimentares acabou sendo o formato de diário digital (ou blog).

Até achar meus quilinhos de volta e não caber mais em minhas calças (ok, do 38 para o 40 não é lá grande engordada) eu estava bem distante desse mundo, mas na tentativa de retomar a rotina estando impossibilitada de me exercitar como antes, precisei mudar minha dieta e testar até me adaptar novamente. 

Faz um bom tempo que estacionei nos 57Kg. Tenho uma alimentação bastante saudável, sendo sincera (poucos carboidratos, muita salada e alguma proteína animal). A Ana não é presente na minha vida. A Mia é inseparável. Temos períodos de altos e baixos e sendo realista, mesmo que eu trate meu transtorno (como já fiz anteriormente), um dia ela voltará a dar as caras ainda mais devastadora.

Estou na minha fase secar novamente (não tinha atingindo meu objetivo anterior, mas estava quase perto). Eu tenho consciência do meu tipo de corpo e na minha capacidade corporal, e talvez por isso, não deixo a Ana chegar muito perto. Acho que um dia irei virar fitspo (hahahaha)!

Como posso ajudá-las?

Recebo uns pedidos de ajuda de vez em quando. Em comentários, por email ou no Google +. Tenho uma conta no facebook, mas raramente entro lá, mas sempre tem alguma mensagem inbox com um S.O.S. Juro que não sei como faço para ajudar. A existência do blog por si só já é a melhor das formas de ajudar. Os comentários em outros blogs também são formas de ajuda.

O fato é: motivação é algo de dentro pra fora. A necessidade é notada pela pessoa que tem vontade de mudar, e a motivação surge do esforço que ela impõe nisso. Daí surge a necessidade de pesquisa, a leitura, o conhecimento de métodos, dietas, casos de sucesso, casos de retorno a estaca zero... Mas tudo isso parte de dentro pra fora. E só quem testa a experiência que pode avaliar o quanto ela pode trazer sucesso ou se será necessária uma mudança de estratégia.

Mas como manter-se motivada, se nada dá certo? Eu sugiro fazer uma auto avaliação: o que você faz que te prejudica? O que você come? O que você gasta? Que tipo de atividade você faz? Quantos anos você tem? O que devo fazer para reduzir meu consumo calórico? Corto o que? Será que estou querendo algo impossível para meu tipo de corpo? Após a resposta de todos esses itens, a busca pelo sucesso ou até mesmo pela ajuda é mais fácil. Dica do dia: Procure a sua falha e tente corrigir.

Não estou me recusando a ajudar quem pede, mas estou apresentando o que está ao meu alcance. Apoio moral, conselhos, dicas, curiosidades, sugestões, tudo isso posso dar, mas deve-se lembrar que emagrecer é uma jornada solitária.






quarta-feira, 21 de setembro de 2016

Transtornos Alimentares e Dismórficos

Muito se engana quem pensa que os Transtornos alimentares se resumem a Ana, Mia e compulsão. Há diversos outros distúrbios, com diversos fatores desencadeantes (trauma, ma formação genética, padrões de beleza, etc.). Pesquisando um pouco sobre a Compulsão Alimentar (post recente aqui: https://colardeossos.blogspot.com.br/2016/09/voce-sofre-com-compulsao-alimentar.html). Achei interessante compartilhar, afinal, uma lâmpada de alerta se acendeu para coisas que eu ao menos conhecia!

Transtornos Alimentares são severas perturbações do comportamento alimentar que produzem diversas alterações fisiológicas e/ou comportamentais.

Principais ocorrências:

A Anorexia se resume ao distúrbio alimentar que gera perda de peso acima do que é compatível à idade e altura. Os indivíduos com anorexia podem apresentar medo intenso de ganho de peso, até em circunstância de estar abaixo do peso padrão. E podem realizar abuso de dietas e jejum. Esse transtorno pode se associar à bulimia, ortorexia e outros distúrbios psicológicos, como depressão.

(Tenho episódios isolados dos sintomas, que creio ser consequência da bulimia. Há diversas características comuns a diversos transtornos que faz com que fiquemos confusas em nosso autodiagnóstico).

A Bulimia é um transtorno alimentar que leva a pessoa a exagerar na ingestão de alimentos e logo a seguir provocar o vômito, ou ainda fazer uso de outros recursos como tomar laxante, ficar um longo período sem se alimentar ou praticar exercícios físicos em excesso, para impedir o ganho de peso. Esse transtorno pode se associar à anorexia, ortorexia, compulsão alimentar, TOC por alimentos, vigorexia, hipergrafia e outros distúrbios psicológicos, como depressão.

(Muita gente com bulimia acredita ter anorexia devido a semelhança de alguns sintomas. Eu gosto de comer e me sinto culpada pelo que como, morrendo de medo de engordar. Exagero nos excrcícios, tomo remédios, me privo de muita coisa).

A Ortorexia é um transtorno alimentar recentemente diagnosticado, que surge quando a pessoa se torna obsessiva quanto aos padrões daquilo que come. Ao contrário da anorexia ou bulimia, a pessoa permite-se comer, mas fica tão obcecada com o que come que todos os seus pensamentos ficam ocupados com a dieta. Esse transtorno pode se associar à ortorexia, TOC por alimentos, vigorexia, outros distúrbios psicológicos, como depressão.

(Talvez eu já tenha passado por isso. Dietas específicas com privação de elementos, horas pensando no que comer/preparar e como fazer. Creio que desenvolvi isso no meu período de adaptação a corrida).

O transtorno da Compulsão Alimentar Periódica (TCAP) (do inglês binge eating disorder) é caracterizado pela ingestão de grande quantidade de alimentos em um período de tempo delimitado (até duas horas), acompanhado da sensação de perda de controle sobre o quê ou o quanto se come. Para caracterizar o diagnóstico, esses episódios devem ocorrer pelo menos dois dias por semana nos últimos seis meses, associados a algumas características de perda de controle e não acompanhados de comportamentos compensatórios extremos. Esse transtorno pode se associar à anorexia, bulimia, TOC por alimentos, vigorexia, hipergrafia e outros distúrbios psicológicos, como depressão.

(Me identifico profundamente com o diagnóstico. Ele pode se associar à Bulimia e Ortorexia. Quanto mais eu leio, mais doente acredito que eu seja!)

Semelhante aos outros transtornos obsessivos compulsivos, o Transtorno Obcessivo Compulsivo por Alimentos envolve pensamentos incontroláveis, repetitivos e persistentes, que só são aliviados enquanto o indivíduo se alimenta. Enquanto não se alimentar seguindo suas crenças o indivíduo sofre de uma ansiedade crescente e pensamentos constantes até ceder e é imediatamente reforçado positivamente (com o prazer de comer) e negativamente (com o alívio da ansiedade) enquanto estiver comendo. Mesmo que esteja ciente de que seus pensamentos são prejudiciais a si mesmo, irrealistícos e inapropriados o indivíduo não consegue controlá-los. Esse transtorno pode se associar à anorexia, bulimia, ortorexia, compulsão alimentar, TOC por alimentos, vigorexia, hipergrafia e outros distúrbios psicológicos, como depressão.

(Não preciso nem comentar! Acho que vou procurar um psiquiatra!)

A Vigorexia é uma obsessão pelo corpo musculoso, considerada um transtorno dismórfico corporal caracterizado pela alteração da autoimagem. Esse transtorno pode se associar à anorexia, bulimia, ortorexia, compulsão alimentar, TOC por alimentos, vigorexia, hipergrafia e outros distúrbios psicológicos, como depressão, hipocondria, etc.

(Já fui assim na minha época de ginasta! Hoje me preocupo mais com o fato que os músculos gastam mais energia que outras partes do corpo e com a flacidez)

Hipergafia é decorrente de algum acontecimento traumático que acaba fazendo com que a pessoa desenvolva uma vontade excessiva de comer. Com isto há um rápido aumento de peso, resultando em obesidade e muitas vezes em baixa autoestima. Esse transtorno pode se associar à  compulsão alimentar, TOC por alimentos, e outros distúrbios psicológicos, como depressão.

(Imagine a tristeza que esse transtorno pode causar! Acontece algo péssimo na sua vida, você desconta na comida, engorda pacas, diminui a autoestima e pode desenvolver anorexia, bulimia, ou outro transtorno a mais.)

Outros transtornos alimentares associados à característica fisiológica:

A Pica, também conhecida como Alotriofagia ou Alotriogeusia, é uma afecção rara entre seres humanos, de apetite por coisas ou substâncias não alimentares (isto é,solo/terra, moedas, carvão, giz, tecido, etc.) ou uma vontade anormal de ingerir produtos considerados ingredientes de alimentos, como diversos tipos de farinha, de tuberosas cruas (como batatas), amidos (por exemplo de milho ou de mandioca), etc. Não é fruto de alterações psicológicas.

Transtorno de Ruminação consiste na repetida regurgitação e remastigação de alimentos, que se desenvolve em um bebê ou criança após um período de funcionamento normal e dura por pelo menos 1 mês. O alimento parcialmente digerido é regurgitado sem náusea, esforço para vomitar, repugnância ou transtorno gastrintestinal aparentes. O alimento é então ejetado da boca ou, mais comumente, mastigado e engolido de novo. Não é fruto de alterações psicológicas.

A Síndrome de Prader-Willi é a causa genética mais comum de obesidade potencialmente fatal em crianças. Pessoas com síndrome de Prader-Willi têm problema no hipotálamo, uma parte do cérebro que controla a sensação de fome e saciedade. Como resultado, que tem a síndrome de Prader-Willi nunca se sente saciado e possui necessidade constante incontrolável de comer. Não é fruto de alterações psicológicas.

quarta-feira, 14 de setembro de 2016

Mia e Eu

Temos um longo caso de amor e ódio. Não digo que a odeio apenas por que fujo dela. Fujo do comportamento opressivo da Mia, que me olha com cara de desdém toda vez que cometo um deslize e sussurra por minuto que devo colocar tudo pra fora.
As vezes, ela não precisa nem mandar. Entope minha mente com coisas nojentas, normalmente associadas a comida, e me assombra na hora de escovar os dentes. A ultima vez que ela fez isso, nem eu esperava. Sem ao menos forçar, botei tudo para fora, expelindo até pelo nariz. Eu a odeio por me provocar, jogar na cara o quanto eu sou gorda e o quanto ela me estimula a comer um pouquinho e eu me afundo bonito no prato, e depois de tudo ficar me pressionando enquanto ainda há tempo de botar tudo para fora.
Apesar de tudo, não vivo sem ela. Eu a odeio, mas sou dependente dela. A Mia resolve dar uma de treinadora, e me levanta as 5 da matina pra correr na esteira por pelo menos 40 minutos, me lembra que devo tomar meus remédios e suplementos(ela é escrota também, não me lembra de beber água) e me ajuda a me manter entretida com outras atividades até esquecer que devo comer (as vezes ela faz de propósito, pra ferrar com tudo... quando lembro de comer, estou com fome demais e não consigo me controlar).
Muito se engana quem pensa que a Mia é aquela diaba que aparece no seu ombro te pedindo pra vomitar toda vez que você come. Ela aparece te chamando pra malhar, pra tomar remédio, te aconselhar a se entupir de laxante, te estimular a fazer pesquisas (aí você descobre várias coisas que também podem ser usadas, mas nem sempre é uma boa ideia, por que a Mia é entusiasta e resolve que você deve experimentar).
E ela não some. Independente de você estar gorda ou magra, ela não se vai. Fica sempre ali, mesmo que você a ignore ou não dê atenção. Eu costumo fazer ouvido de mercador quando ela vem com a conversa fiada de "comeu demais, se fosse você vomitava até não sair mais nada", mas uma hora ela se vinga.
Sádica, perversa, vingativa. Está até agora me aterrorizando pelo leite integral (acabou o desnatado) do café da manhã, e eu me arrependo por não ter diluído em água. Me abusou até dizer chega na hora de escovar os dentes. Cheguei a enjoar, ansiar vômito sem ao menos forçar. Resultado: não escovei a língua! Não coloquei pra fora. Se tivesse, talvez ela teria me deixado em paz. Ou não!

Certa vez fiz um post falando sobre a Mia: http://colardeossos.blogspot.com/2016/08/sistema-de-compensacao-nem-so-de-vomito.html, justo no momento em que ela começou a se fazer presente. Ontem desabafei mais um pouco, mas hoje ela está insuportável. Vou acabar me rendendo mais cedo ou mais tarde, pois resistir está muito difícil.

Espero apenas que ela se vá...


segunda-feira, 29 de agosto de 2016

Sistema de compensação - Nem só de vômito vive a Mia

Olá!

Acredito que todas aqui saibam que eu sou bulímica na verdade (por isso tenho tanta dificuldade em seguir dieta e me manter no peso) e que ao contrário do que a Ana tenta me dizer, eu acabo comendo por que gosto de comer. É fato! Mas claro que eu consigo me manter na linha com a Mia.

O que acho que quase ninguém nota é que nem só de vômito vive a Mia.

O que é afinal a Bulimia?

A bulimia ou bulimia nervosa é um transtorno alimentar caracterizado por períodos de compulsão alimentar seguidos por comportamentos não saudáveis para perda de peso rápido como induzir vômito (90% dos casos), uso de laxantes, abuso de cafeína, uso de cocaína e/ou dietas inadequadas. Outros métodos para perder peso podem envolver o uso de diuréticos, estimulantes, jejum de água ou exercício físico excessivo.A maior parte das pessoas com bulimia tem peso corporal normal. A bulimia está muitas vezes associada a outros distúrbios mentais como depressão, transtornos de ansiedade e problemas como a toxicodependência ou o alcoolismo.

Formas de miar

  • Vômito
  • Remédios (laxantes, diuréticos, remédios para tratar obesidade, anfetaminas, etc.)
  • Suplementos alimentares (cafeína e termogênicos)
  • Drogas (principalmente a cocaína e anfetaminas)
  • Dietas inadequadas 
  • Jejum (de comida e/ou água)
  • Exercício físico excessivo
Meu modo Mia

Meu modus operandi acaba sendo o esquema de compensação. Nele eu acabo usando vários métodos conforme necessidade. 
No meu dia a dia, uso o Orlistate (medicamento que impede a absorção de 30% de gordura pelo organismo através da quebra da enzima lipase) e o Chá Verde (diurético e termogênico). Já usei o Ácido Linoléico e a Quitosana, mas estou em pausa por achar que já está demais e estar tendo resultados sem eles. Caso haja necessidade, óbvio que voltarei a usar. Diuréticos e laxantes, faço o uso conforme acredito estar inchada (inchada é diferente de gorda, ok?). 
Dietas, Oh God! Vivo de dieta quebrada por jacadas, mas evito muito vomitar (citarei riscos da prática mais abaixo), mas admito que exagero nos exercícios físicos. 

Como funciona o sistema de compensação?

Nesse método vale tudo, desde que você consiga ao menos zerar o saldo. Como eu sou uma porca gorda que gosta de comer e quero secar, acabo seguindo essa regra quando eu dou uma jacada.

Para o saldo:

Calorias Consumidas – Calorias Gastas = Saldo Calórico.

Exemplo: Consumi 600kcal hoje. Quero comer um pedaço de torta de 400kcal, e sair da dieta, devo compensar com exercício para zerar essa cota extra.

Calorias consumidas = 1000Kcal

Exercício realizado: (1 hora de subida de escada em ritmo forte) = - 1000Kcal

1000Kcal consumidas -1000Kcal gastas = 0.

Sim, Ana! E agora? Se zera quer dizer que vou manter meu peso?

Não! Você ainda tem o saldo negativo. Isso acontece porque o corpo humano gasta calorias só em estar vivo. Para funcionamento dos órgãos e funções vitais, o corpo gasta (lembrando que em repouso) de 1200 a 1400 calorias/dia para mulheres e 1800 a 2000Kcal para homens (queria muito ser homem agora)!

Beleza, Ana! E isso quer dizer que...

O saldo é negativo sempre se você zera o seu saldo. Mas esse fato deve permanecer esquecido para sua própria segurança. Essas calorias consumidas sem fazer nada são calculadas Taxa de Metabolismo Basal.

Para saber quantas calorias o seu corpo é capaz de gastar em repouso, ou seja, sem atividade física, e, consequentemente, descobrir qual deve ser o seu limite máximo de consumo calórico a cada dia, basta descobrir qual é a sua taxa metabólica basal.

Calcule a sua aqui: http://www.calculator.net/bmr-calculator.html

E onde está a compensação?

Simples: No gasto de calorias. É mais importante até gastar que não ingerir.

Confira o gasto energético de atividades: http://bemstar.globo.com/index.php?modulo=avaliacao_fisica_gasto2

Afinal, esse método é Mia ou é Fit?

Ao contrário do que se pensa, o mundo fit tem bastante caso de pessoas com Bulimia. Se manter no peso para manter as categorias de competição esportiva influencia bastante na dieta dos competidores e no psicológico dos atletas. Há exigências de todos os lados: treinadores, patrocinadores, próprio atleta, etc.

E por que você simplesmente não mia (vomita), Ana?

Já disse aqui que sou ex atleta. Não conheci a Mia a toa. Sei muito bem os riscos que corro, e tento ao máximo evitar vomitar. Os efeitos colaterais são visíveis:

  1. Gengivite e corrosão do esmalte dos dentes e massa dentária: seus dentes irão ficar sensíveis e encolher.
  2. Mau hálito: o suco gástrico corrói as paredes do seu esôfago, causando pequenas feridas, que em processo de cicatrização exalam o terrível odor.
  3. Inflamação constante das vias respiratórias e digestivas: viver com dor de garganta pode ser consequência. 
  4. Desidratação e ressecamento da pele, com constipação sintomática: sim, seu corpo perde água. E a desidratação é refletida na pele, cabelos e nas fezes (reconsidere caso você sinta dificuldade de ir ao banheiro). 
  5. Má absorção de nutrientes: não precisa nem comentar, né?
  6. Arritmia cardíaca: não só vomitando, mas a soma de fatores causa isso - remédios + exercícios + falta de nutrientes e desidratação.
  7. Mal funcionamento dos rins: consequência da desidratação
  8. Fadiga: consequência da má absorção de nutrientes e arritmia. 
Conclusão

Nem só de vômito vive a mia. Ser um bulímico é muito mais complexo do que só vomitar. Se eu vomito? Sim, mas evito. Quando o desespero bate, é obvio que chamo a mia sem nem pensar. Tenho os dentes sensíveis, estômago sensível, dificuldade de ir ao banheiro, meus exames sempre apontam alguma deficiência de nutrientes. Quando abuso nos exercícios, meu coração dispara (cafeína e chá verde, gente, faz isso), e meus rins não funcionam tão bem (bebo pouca água e costumo reter líquido).

Se vomitar vale a pena? Se valesse realmente, eu não evitava. 

quarta-feira, 17 de agosto de 2016

A indústria da beleza: Remédios, suplementos e tratamentos estéticos

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No mundo estético, há uma gamas de produtos ditos milagrosos para ajudar a chegar a desejada forma física. Há diversos tipos de remédios, suplementos e tratamentos estéticos que ajudam a dieta.
Esse post é uma crítica de como a indústria tenta ganhar em cima da auto estima das pessoas.

Esteticamente, acabamos por procurar soluções que nos agradam e de forma rápida, como um milagre. Recorremos a remédios (bloqueadores de gordura, como Orlistate ou Xenical; diuréticos, como o Lasix; ou até inibidores de apetite, como a Sibutramina) sem real necessidade médica, inclusive adquirindo algumas substâncias perigosas sem receita.

Para que essa barreira (a médica) pudesse ser superada, o mercado foi invadido por uma gama de suplementos esportivos, com funções diversas (bloqueadores de gordura, como o Lipiblock; ganho de massa muscular, como o Animal Pack, termogênicos com altas doses de cafeína, polivitamínicos). Argumentos diversos abordando alterações comportamentais e efeitos negativos dessas substâncias no organismo humano são citadas e assim, indicam-se para as mesmas coisas suplementos naturais (bloqueadores de gordura, como a Quitosana; chás diuréticos, alimentos termogênicos, etc.).

E para acelerar o processo já tomando uma caralhada de capsulas? Que tal um tratamento estético? Drenagem linfática, massagem modeladora, carboxiterapia, acupuntura para emagrecer, criolipólise, etc.

Você ainda associa tudo isso a dietas hipocalóricas, e sem ver resultado rápido passa para um low food e então acha que não é suficiente. Que tal alguns dias de No Food? Quando acha que nada mais vai resolver, procura dietas low carb e tenta não surtar contando os carboidratos. Declara guerra ao glúten e a lactose, depois aos carboidratos em geral e passa a viver só de ovo (apenas a clara 15Kcal). Ou come alimentos da moda (Goji berry e chá de hibiscus). E põe tudo para fora, com laxante ou dedo na guela.

Ta com mais pressa ainda? Que tal uma lipo? Você pode recorrer a procedimentos cirúrgicos para melhorar alguma coisa. Que tal extirpar o que te incomoda? 

Esse texto é uma crítica. Serve para reflexão: o quanto sacrificamos de dinheiro prejudicando nosso organismo? Não estou indicando o que fazer, nem sendo irônica com o que fazer. Não é m,inha intenção ofender ninguém, até mesmo por que faço uso de medicação para emagrecer por conta própria (Orlistate) e tomo suplemento natural (Quitosana e Ácido Linoléico; polivitamínico); já fiz cirurgia plástica, acabei que comprar chá verde em capsulas por detestar o sabor, pensei seriamente em tomar o Lasix por 1 ou 2 semanas para desinchar um pouco, associado a drenagem linfática... Sou bulímica desde a adolescência.

Enfim, estou desesperada. Quero voltar ao meu peso normal!

segunda-feira, 15 de agosto de 2016

Dia 16 - 59.2 - 78cm

Dei a pausa no anticoncepcional. Depois de sei lá quantos meses emendando cartela. Vou menstruar. Estou inchada, os pés estão enormes, o rosto uma bola. Me sinto muito mais gorda que ontem, sabendo que é tudo inchaço (banha também, cara pálida, mas a comparação é do dia anterior). Não tenho coragem de me pesar, nem de medir nos dias anteriores. Hoje de manhã, estava com 59.2Kg e 78cm de cintura (já sai da zona de risco do sobrepeso novamente).



Me sinto péssima. Renegada pela genética em vários pontos, um fracasso no emagrecimento. Fiz uma postagem ontem falando sobre os tipos de corpo e a dificuldade de esculpir cada um. Escrevendo sobre, me convenci ainda mais de que preciso voltar para a academia. Vejo algumas roupas mais folgadas, mas é tão sutil. Não dá pra ver muita coisa olhando no espelho. Depois de notar meus pés super inchados, começo a achar que devo tomar um diurético (alguém indica?).

Sobre a volta à rotina e o uso do orlistate: parei de visualizar tantas colheres de sopa de óleo dentro do vaso sanitário. Acho que aquilo aconteceu por causa da alimentação louca do fim de semana.
Voltei à minha rotina light. Fiz salada de pote (abacaxi, milho, azeitona, brócolis, frango desfiado e ovos cozidos) e estou pensando seriamente em fazer sopa de pote também, pra variar entre os dias.
Estou estudando umas dietas low carb. O chato vai ser monitorar os carboidratos e ignorar o valor calórico dos alimentos. O bom da dieta low carb é que não tem nada que o boy não possa comer (relembrando, ele é intolerante à glúten). Assim que me sentir segura da dieta low carb, posto aqui.