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segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

Menos rótulos, por favor!

Um convite à reflexão!

O início: A Revolução Industrial

A Revolução Industrial foi o marco da praticidade nos lares. Ainda de forma rudimentar, o sistema de produção foi se tornando cada vez mais ágil e barato, sobretudo a partir do século XVIII. Foi-se descobrindo aos poucos substâncias, meios de produção diferentes, e aos poucos, reduziu-se a necessidade de mão de obra.
Em todos os ramos de produção, os meios artesanais foram sendo substituídos pelas linhas de produção, pelo processo de automação e pela formulação química cada vez mais agressiva dos produtos manufaturados.

A Indústria Alimentícia

Esse assunto muito nos interessa. A forma do ser humano se alimentar mudou muito através dos milênios. Biologicamente falando, comemos o que não temos capacidade de digerir. Esse assunto já foi tratado anteriormente aqui no blog, e sem mais delongas, ficam os links caso queira se aprofundar: http://colardeossos.blogspot.com/2016/10/como-funciona-dieta-low-carb-hora-de.html | http://colardeossos.blogspot.com/2016/11/eles-estao-entupidos-de-carboidratos.html.
Chegando ao ponto que interessa...
Fora os alimentos que não estamos geneticamente preparados para consumir, como os lácteos, grãos, cereais e legumes (e que hoje fazem parte da base alimentar no planeta terra), a indústria nos empurra diversos compostos químicos desconhecidos em forma de conservantes, estabilizantes, edulcorantes, corantes, etc.
Na produção do leite, por exemplo, estão envolvidos no processo, produtos químicos para tratar bactérias e fungos, cicatrizantes e hormônios, além dos produtos adicionados para conservar, manter textura, aroma, sabor e render mais (leia-se caso da soda cáustica e outros produtos proibidos nos alimentos).
O fato é que, a industrialização trouxe diversos benefícios à praticidade, mas diversos malefícios à saúde. Experimente pegar um produto industrializado qualquer e ler os ingredientes de forma não muito atenta: as palavras que não conhecer, gaguejarás ou lerás errado. Esses ingredientes podem ser os responsáveis pelas diversas doenças degenerativas e sem explicação. E mesmo assim, continuamos consumindo os produtos industrializados pela praticidade e conveniência.

A Indústria Cosmética

Esse assunto foi amplamente abordado no seguinte post: http://colardeossos.blogspot.com/2016/10/nos-envenenamos-lentamente-todos-os-dias.html. Sugiro leitura para aprofundamento.
A indústria dos cosméticos também facilitou muito a vida das pessoas vaidosas. Muitas das receitinhas caseiras se perderam desde que o processo tornou os produtos atrativos ao mercado consumidor. E para baratear, render e durar, ter aroma agradável e textura sedosa, investiu-se na aplicação de diversos químicos cancerígenos.
Este foi um dos fatores que me levaram a fazer as técnicas Low Poo/No Poo e Co-Wash nos meus cabelos. E aos poucos, comecei a procurar produtos que fizessem menos mal para a pele como um todo (sabonetes, maquiagens, pinturas para unhas, etc).

A Indústria Farmacêutica

Essa ganha milhões em conchavo com as outras duas citadas. É receitado remédio para doenças que podem ser curadas com a alteração da alimentação ou inclusão de uma carga de exercícios. A comida e os cosméticos nos adoecem pouco a pouco, e os tratamentos cada vez mais avançados (e caros), acompanham as novas descobertas científicas.

A Indústria e a Saúde

Há diversas alternativas (abafadas diariamente pela mídia) para mudar esse paradigma. Diversos grupos sociais (marombeiros, bichos-grilo, meditadores, etc) vem incentivando as pessoas ao redor a consumir menos produtos industrializados, observando que há impacto direto na saúde e bem estar.
A alimentação saudável, dada através do consumo da "comida de verdade", o menos processada possível, abriu caminhos para novos desbravamentos. O consumo de menos shampoo, menos sulfato, menos sabonetes abre caminho para um novo olhar: Menos rótulos, menos embalagens, menos produtos químicos, e por aí vai.

Disse e me disse

A indústria (as três) sempre culpou a alimentação. O vilão, hora é o ovo, e logo mais tarde é o tomate. Nunca é o processo de fertilização ou controle de pragas o culpado pela contaminação dos organismos com substâncias cancerígenas. Ou o inocente shampoo, entupido de Lauril Sulfate. A causa é sempre algum componente natural, consumido desde que o mundo é mundo, sem o registro alarmante do aumento de casos graves de doenças coronárias, neurológicas, endócrinas...
E assim, a culpa torna-se única e exclusivamente do  consumidor, que não consumiu os produtos orgânicos, que não tomou a vacina de boa procedência, que contaminou o solo com a coleta mal feita do lixo realizada pelos municípios. E assim a história medíocre da evolução industrial vai se isolando da realidade criada para manter lucros com as doenças criadas, as dietas que não resolvem nada, e os produtos de beleza para esconder que algo anda errado.

Menos rótulos, por favor!

Esse post é um convite à reflexão: essa praticidade vale a pena? Meu corpo está ganhando algo com esse consumo exacerbado de produtos industrializados?

Decidi que minha vida será o menos industrializada possível ainda no ano passado. Prometi a mim mesma que reduzirei o consumo de materiais descartáveis, volume do lixo, etc. Faço um bem a mim mesma, à humanidade.



sexta-feira, 4 de novembro de 2016

Hábito alimentar: Abrindo a cabeça mais um pouco.

Faço um novo convite para abrir mais ainda a cabeça no quesito alimentação:

Que tipo de refeição é ideal para cada momento?

Você provavelmente pensou no café da manhã tradicional, no almoço com comida no prato  e o jantar repetindo uma das duas refeições. Certo?

É uma questão de hábito, tomar um café com leite (com creme) e um pãozinho de manhã (um ovinho mexido com queijo) de manhã. Mas o que impede de comer o bife grelhado com molho e arroz que sobrou do jantar ou almoço do dia anterior no café? Teoricamente, nada! Na prática, apenas o velho hábito de comer algo mais "leve" no almoço.

Mas há locais em que, culturalmente, se consome carne do sol frita de manhã cedo, por exemplo. Isso confirma que o que comer é questão de hábito.

Que tal experimentar um frango grelhado com queijo e chá gelado (não industrializado, por favor) no lugar da torradinha light e pão com manteiga? Descubra a ausência de fome até depois de meio dia.

Antes de começar a low carb, seguia uma dietinha hipocalórica chumbrega, que me deixava o dia todo pensando em comer. Tomava um café preto com leite desnatado e umas torradinhas puras (sem manteiga) ou com um pouquinho de coalhada seca por que em uma colher de sopa tinham apenas 14Kcal. Quando chegava às 10 da manhã, estava morrendo de fome. E lanchava um iogurte grego light com sabor, que tinha mais carboidratos que tudo... Ao meio dia, já estava pedindo penico (ou melhor, mais comida)! E novamente, fome antes das 16h, mas aguentava firme até o horário chegar para então comer um sanduíche natural com duas fatias de pão de forma, queijo branco, peito de peru defumado, alface e tomate. Que tal contabilizar e se assustar? Tem o mesmo valor calórico de um ovinho mexido e muito mais carboidrato do que a gente imagina. E o jantar? Nescau light com leite desnatado. Acordava no outro dia comendo o pé da cama de fome.

Pra que serve um cardápio em uma dieta?

Obviamente para balizar seu hábito. Mas se alguém te desse apenas uma lista de alimentos permitidos e proibidos e quantidades (em grama) dos macronutrientes a consumir, você surtaria, certo? Afinal você não faz ideia de como fazer.

Com o tempo, você se acostuma a planejar além do cardápio, substituindo por exemplo o iogurte por coalhada por que são quase equivalentes em nutrientes. 

E aí? O que te impede de criar o seu próprio cardápio?

Posso comer tudo como no almoço?

Pode! Por que não um omelete de frango e tomate no café da manhã e café com creme à noite? O almoço como de costume (proteina + vegetais)...Conte seus carboidratos e veja se é possível! Na verdade, é impossível um grelhado com folhas e azeite de oliva dar errado por repetição na low carb.

Sabe aquele churrasquinho do fim de semana que sobrou por que você exagerou na quantidade de carne na churrasqueira, que dá pra almoçar mais uns 3 dias? Que tal reciclar (separe os cortes: picanha, asinha do frango, linguiça coração, etc.) e sirva nas diferentes refeições do dia. Eu já fiz isso e adorei. Quando contabilizei, 1400Kcal, 18g de carboidratos, dia inteiro sem fome e balança acusando menos peso no dia seguinte.

Como consegui fazer isso:

Foi só abrir a cabeça e quebrar o tabu do café da manhã (apesar de gostar muito do café com creme).

Parei

Parei de contar calorias, de planejar lanchinhos, de pensar o tempo todo em comida, de gastar com lanche, de pagar caro em comida a quilo (dificilmente ultrapassa 350g a refeição). Parei de tomar o Orlistate (não estava funcionando, só me dava dor de barriga) e aumentar a quantidade de gordura que como. Até agora, só lucrei. E nos meus vacilos, eu mesma consegui resolver sem surtar. Isso também foi relevante: parar de surtar! Cara, como é bom!

Descontinuei mas quero voltar:

Exercícios. Emagrecer e chapar até dezembro! Que tal? 
É um objetivo e tanto, não?

;* 

segunda-feira, 26 de setembro de 2016

Emagrecer: uma jornada solitária!

Sou Ana Maria Portela, ou simplesmente Ana Po!

Como já confidenciei aqui no blog algumas vezes, eu nunca fui anoréxica (tenho épocas com pouco apetite ou com uma tentativa mais esforçada de emagrecer), mas na realidade, já sofri muito com a Mia. 

Sou ex atleta (era ginasta até os 16 anos, quando rompi o ligamento da mão) e andei me arriscando nos últimos anos no esporte amador (algumas artes marciais e corrida). Me adaptei bastante à corrida e sigo religiosamente meus treinos.

Ou melhor, estava seguindo...

Aconteceram uma série de fatores que me fizeram diminuir o ritmo. Quebrei o pé (tem 1 ano e meio), fiquei de molho, acabei engordando, encontrei o amor (amar engorda - tem 1 ano) e por fim, tive a zika virus (em julho - que lenhou minhas articulações e não consigo correr). Estou correndo atrás do prejuízo (não sei dizer o quanto engordei exatamente, pois meu porte físico não é exatamente delgado - muito pelo contrário - sou bem musculosa por tendência corporal e músculo pesa mais que gordura). Ganhei 7% de índice de gordura no corpo e estou com os rins sobrecarregados (efeito zika), o que me faz inchar muito.

Atualmente, estou num ritmo leve de treino de corrida. Estou tentando adequar minha dieta a minha atual fase mais sedentária. Pretendo acrescentar musculação na minha rotina para fortalecer a musculatura e me ajudar a voltar a correr sem me lesionar.

Aqui chego no ponto onde eu queria:

Por que eu fiz esse blog.

Durante muito tempo segui diversos blogs de dieta, e em algum ponto da minha vida me deparei com alguns blogs Ana & Mia. Me afeiçoei à várias borboletas, sofrendo junto de longe e anotando dicas que pra mim são coerentes.

Em busca de motivação, resolvi criar esse blog (percebam que quase todos os dias faço postagens e sempre respondo os comentários). Os fóruns foram sumindo, e a forma de comunicação das pessoas com distúrbios alimentares acabou sendo o formato de diário digital (ou blog).

Até achar meus quilinhos de volta e não caber mais em minhas calças (ok, do 38 para o 40 não é lá grande engordada) eu estava bem distante desse mundo, mas na tentativa de retomar a rotina estando impossibilitada de me exercitar como antes, precisei mudar minha dieta e testar até me adaptar novamente. 

Faz um bom tempo que estacionei nos 57Kg. Tenho uma alimentação bastante saudável, sendo sincera (poucos carboidratos, muita salada e alguma proteína animal). A Ana não é presente na minha vida. A Mia é inseparável. Temos períodos de altos e baixos e sendo realista, mesmo que eu trate meu transtorno (como já fiz anteriormente), um dia ela voltará a dar as caras ainda mais devastadora.

Estou na minha fase secar novamente (não tinha atingindo meu objetivo anterior, mas estava quase perto). Eu tenho consciência do meu tipo de corpo e na minha capacidade corporal, e talvez por isso, não deixo a Ana chegar muito perto. Acho que um dia irei virar fitspo (hahahaha)!

Como posso ajudá-las?

Recebo uns pedidos de ajuda de vez em quando. Em comentários, por email ou no Google +. Tenho uma conta no facebook, mas raramente entro lá, mas sempre tem alguma mensagem inbox com um S.O.S. Juro que não sei como faço para ajudar. A existência do blog por si só já é a melhor das formas de ajudar. Os comentários em outros blogs também são formas de ajuda.

O fato é: motivação é algo de dentro pra fora. A necessidade é notada pela pessoa que tem vontade de mudar, e a motivação surge do esforço que ela impõe nisso. Daí surge a necessidade de pesquisa, a leitura, o conhecimento de métodos, dietas, casos de sucesso, casos de retorno a estaca zero... Mas tudo isso parte de dentro pra fora. E só quem testa a experiência que pode avaliar o quanto ela pode trazer sucesso ou se será necessária uma mudança de estratégia.

Mas como manter-se motivada, se nada dá certo? Eu sugiro fazer uma auto avaliação: o que você faz que te prejudica? O que você come? O que você gasta? Que tipo de atividade você faz? Quantos anos você tem? O que devo fazer para reduzir meu consumo calórico? Corto o que? Será que estou querendo algo impossível para meu tipo de corpo? Após a resposta de todos esses itens, a busca pelo sucesso ou até mesmo pela ajuda é mais fácil. Dica do dia: Procure a sua falha e tente corrigir.

Não estou me recusando a ajudar quem pede, mas estou apresentando o que está ao meu alcance. Apoio moral, conselhos, dicas, curiosidades, sugestões, tudo isso posso dar, mas deve-se lembrar que emagrecer é uma jornada solitária.