A Dieta Low Carb vem funcionando bem. Roupas mais folgadas, medidas menores (bom, o peso não se altera muito por causa da troca de gordura por massa). Teoricamente, está tudo dando certo. Mas aquele velho distúrbio, já tratado e retratado diversas vezes no blog e na cadeira do terapeuta e do psiquiatra, continuam a me importunar.
Apesar de saber que estou mais magra (perdi medidas, minhas roupas estão folgadas, etc.), e todos ao meu redor confirmarem e elogiarem que estou magra, não me sinto assim. Me vejo gorda, com o mesmo corpo toda vez que me olho no espelho. Continuo com raiva dos meus quadris, dos culotes, do pneu nas costas e da pochete nojenta da barriga. Tenho vergonha do meu corpo, e vejo que o caminho ainda é longo.
Ao mesmo tempo, tenho medo que ela volte a me importunar, incitando-me a fazer as coisas e jogando na cara que eu quase não evoluí esse tempo todo. Como ela é cruel! Mas eu estou sendo mais cruel que ela. Reconheço minha situação deplorável.
Vejo-me desleixada comigo mesma, com minha aparência. Nunca mais comprei uma roupa, um sapato, uma lingerie. Maquiagem, apenas no dia de festa - e olhe lá. A última vez que usei foi no Natal. Na casa de praia, usei meus biquines velhos, por que não achei digno gastar dinheiro com uma peça cara e minúscula para um corpo que está mudando tão devagar. Sinto-me enojada a cada vez que me vejo de corpo inteiro no espelho. Parei de usar o espelho do quarto. Uso o do banheiro, apenas para por as lentes de contato (e olhe lá).
O cruel da parte dela, é esfregar na minha cara e cantar repetidamente com aquela voz irritante que eu não sou tão focada quanto pareço, que minha força de vontade é menor que a dela. (Deus, como preciso de um chiclete!) Me sinto impotente quando acontece algum imprevisto e eu tenho que me manter firme na rotina da dieta/exercícios.
Ando contando mais ou menos os carboidratos (hoje em especial, já atingi os 25g fácil - talvez até um pouco mais). Me atrasei para o trabalho e acabei comendo um cookie sem gluten de 17g de carbo, com mais 2g do café com creme. No almoço, uns 2g de carb (folhas, 1/4 de tomate e brócolis), mas a danada da Mia me fez salivar pensando em bala de coco (consumi 2 unidades - 8g de carb). O ideal era manter a meta de 20g, mas, por sorte, ainda está longe dos 50g máximos do dia.
Preciso sentar, me organizar e focar. Organizar metas da dieta (de consumo alimentar, se for de perda de peso, eu surto), dias de pesagem (estabelecer um dia para isso)... E preciso também voltar a organizar minha alimentação regradinha, meu chá para acompanhar as refeições (até penso em levar umas garrafinhas dele geladinho para o trabalho). O mais importante, é seguir.
Essa noite estive ansiosa. Não consegui dormir. Acabei com um soninho picado, acordei com uma fome dos infernos e com o nariz todo entupido. A corrida da manhã eu acabei boicotando e hoje, depois da sobremesa, a Mia não larga do meu pé.
Preciso de um choque de ânimo com urgência. Preciso me sentir mudando. Por mais que o ritmo esteja lento, não vejo as alterações no corpo. Minha mente pede socorro, e tento manter minha consciência flutuando no mar de lamentações enquanto a Mia me puxa para baixo, mas resisto pensando que não dei razão a ela para isso. No fundo, ela quer atenção.
Toda vez que dou uma escapulida, penso em compensar de alguma forma: Jejum intermitente (uma espécie de NF), exercícios que não consigo fazer, ou simplesmente lamentar, como estou fazendo agora.
A noite, vou me prometer caminhar na esteira (já que o sono não permite que eu corra por muito tempo) e amanhã cedo eu corro um pouquinho. Já é suficiente. Estou cansada. Quero meu corpo de volta!
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segunda-feira, 16 de janeiro de 2017
quinta-feira, 20 de outubro de 2016
Low carb & Mia
Estive refletindo bastante sobre a dieta low carb. Na verdade andei pesquisando bastante sobre os estilos Paleo, Low Carb, Ketogênica, Atkins, Dukan... E me encanto cada vez mais por esse estilo. Juro que fico fascinada como esse estilo de alimentação, rico em gorduras, proteínas e fibras; pobre em carboidratos. Planta e bicho, comida de verdade.
CO-MI-DA! Essa palavrinha mágica desperta Mias dentro de nós (que adoram nos fazer comer e nos culpam depois). Esse é o princípio de qualquer dieta: um hábito alimentar (sorry, butterflies, é para a vida toda!). E no caso de alguém guloso, amante desse verbo detestável (comer).
Ana, como a Mia tem se comportado desde que você iniciou a Low Carb?
Ela está encantada, tanto que me esqueceu. No fundo no fundo, acredito que a Mia seja uma Tênia Solitária (risos). O fato é que eu raramente lembro de comer, só quando bate fome de verdade (umas 6h depois de ter comido) e comecei a assimilar que fome e sede são sensações diferentes.
Acho que estou desinchando. Tem apenas uma semana que entrei na dieta (ainda estou em fase de adaptação - me deixei comer um doce apenas uma vez, me arrependi, mas me dei ao luxo de não neurar com isso) e já sinto uma senhora diferença no organismo.
Quanto a ansiedade, essa ainda me assombra, mas não estou descontando na comida.
Não sinto tanta vontade de comer, me sinto satisfeita com a refeição realizada e não fico pensando em comida o tempo todo como antes (só quando vou escrever sobre comida no blog e escolher o que vou comer no prato). Na verdade, acho até que tenho abstraído, falando de cabelos, pele, cosméticos...
Seria a Low Carb ideal para as Mias?
Acredito que sim. Apesar da primeira tentativa minha ter sido um fracasso total (eu surtei com as calorias das refeições, estava ansiosa pela contagem de calorias e carboidratos - foi mais um motivo de neura!), talvez por falta de conhecimento, no 3º dia de dieta nessa nova tentativa já senti muita diferença. Acho que é mais eficaz que a reeducação alimentar.
Até abrir a cabeça - repentinamente, você descobre que todos os conhecimentos que você tem sobre a alimentação (dieta tradicional / pirâmide alimentar - carboidratos, legumes, folhas, frutas, gorduras, açucares em ordem crescente de consumo com 2000Kcal de recomendação) pode estar errado e você fez errado a vida toda! E a Mia pouco sabe sobre isso - estou vencendo nos argumentos!
O conhecimento adquirido entre a minha primeira tentativa e essa tentativa está ajudando na minha auto conscientização (não surtei dessa vez!) e me deixando tranquila quanto aos macronutrientes consumidos.
Estou fascinada!
Para abrir a cabeça: recomendo leituras!
Livros:
PERLMUTTER, David - A Dieta da Mente
FLEURY, Caio - Dieta Paleo para iniciantes
Blogs:
http://primalbrasil.com.br/ (Paleo)
http://www.vidalowcarb.com.br/ (Low Carb)
http://www.lowcarb-paleo.com.br/
http://www.senhortanquinho.com/
https://www.diaadialowcarb.com.br/
Postagens no Sonhado Colar de Ossos:
CO-MI-DA! Essa palavrinha mágica desperta Mias dentro de nós (que adoram nos fazer comer e nos culpam depois). Esse é o princípio de qualquer dieta: um hábito alimentar (sorry, butterflies, é para a vida toda!). E no caso de alguém guloso, amante desse verbo detestável (comer).
Ana, como a Mia tem se comportado desde que você iniciou a Low Carb?
Ela está encantada, tanto que me esqueceu. No fundo no fundo, acredito que a Mia seja uma Tênia Solitária (risos). O fato é que eu raramente lembro de comer, só quando bate fome de verdade (umas 6h depois de ter comido) e comecei a assimilar que fome e sede são sensações diferentes.
Acho que estou desinchando. Tem apenas uma semana que entrei na dieta (ainda estou em fase de adaptação - me deixei comer um doce apenas uma vez, me arrependi, mas me dei ao luxo de não neurar com isso) e já sinto uma senhora diferença no organismo.
Quanto a ansiedade, essa ainda me assombra, mas não estou descontando na comida.
Não sinto tanta vontade de comer, me sinto satisfeita com a refeição realizada e não fico pensando em comida o tempo todo como antes (só quando vou escrever sobre comida no blog e escolher o que vou comer no prato). Na verdade, acho até que tenho abstraído, falando de cabelos, pele, cosméticos...
Seria a Low Carb ideal para as Mias?
Acredito que sim. Apesar da primeira tentativa minha ter sido um fracasso total (eu surtei com as calorias das refeições, estava ansiosa pela contagem de calorias e carboidratos - foi mais um motivo de neura!), talvez por falta de conhecimento, no 3º dia de dieta nessa nova tentativa já senti muita diferença. Acho que é mais eficaz que a reeducação alimentar.
Até abrir a cabeça - repentinamente, você descobre que todos os conhecimentos que você tem sobre a alimentação (dieta tradicional / pirâmide alimentar - carboidratos, legumes, folhas, frutas, gorduras, açucares em ordem crescente de consumo com 2000Kcal de recomendação) pode estar errado e você fez errado a vida toda! E a Mia pouco sabe sobre isso - estou vencendo nos argumentos!
O conhecimento adquirido entre a minha primeira tentativa e essa tentativa está ajudando na minha auto conscientização (não surtei dessa vez!) e me deixando tranquila quanto aos macronutrientes consumidos.
Estou fascinada!
Para abrir a cabeça: recomendo leituras!
Livros:
PERLMUTTER, David - A Dieta da Mente
FLEURY, Caio - Dieta Paleo para iniciantes
Blogs:
http://primalbrasil.com.br/ (Paleo)
http://www.vidalowcarb.com.br/ (Low Carb)
http://www.lowcarb-paleo.com.br/
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Postagens no Sonhado Colar de Ossos:
- http://colardeossos.blogspot.com/2016/10/beba-agua-e-detox.htmlhttps://colardeossos.blogspot.com.br/2016/08/recomendacao-de-leitura-dieta-da-mente_20.html
- https://colardeossos.blogspot.com.br/2016/08/dia-12-607-de-inchacodiga-nao-ao-gluten.html
- https://colardeossos.blogspot.com.br/2016/08/carboidrato-engorda-infografico.html)
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terça-feira, 27 de setembro de 2016
Desafios da Vida Adulta
Perdi a conta de quantas vezes quis trabalhar, morar só é pagar as próprias contas. Achei que seria mais fácil seguir dietas sem ninguém para me importunar e sem ter que me preocupar em lavar os pratos assim que usasse. Era uma forma mais fácil de esconder de quem quero que o meu transtorno alimentar estava de volta.
Bom, acabou acontecendo. Me formei, comecei a trabalhar na área, comecei a guardar minha grana e quando deu, dei entrada no meu apartamento (mas meus pais resolveram se mudar para lá, aí fiquei no deles).
Quando comecei a morar só, o tempo começou a parecer muito longo. E solitário em um apartamento de 130m² e eu ali tão só. Comecei a me ocupar com faxina quase todo dia. Aí o tempo voava mais rápido e eu esquecia de comer. Mas também não achava nada pronto e tornei a crepioca de queijo cottage com peito de peru e tomate cereja (230kcal) a minha refeição oficial.
Enquanto isso, ainda estava magra, tinha acabado de retomar os treinos depois de ter quebrado o pé e ficado quase 6 meses de molho. Foi impressionante como em 1 mês correndo 3x por semana, já havia perdido bastante gordura corporal.
Anotar: comprar cottage, tapioca e ovo. Isso me fazia bem. Voltar a correr com frequência também.
Tudo mudou quando meu amor veio morar comigo. Eu sou carente de atenção. Se ele estiver em casa, vou querer estar com ele. Esse é o problema. Aí que eu falo que amar engorda! Mas no fim das contas, a culpa é inteiramente minha.
Os desafios começam quando você descobre que está só: não vai encontrar nada pronto e terá que colocar a mão na massa. Também pagará suas contas e descobrirá que não tem mais tempo nem disposição para nada. Algumas coisas que eram prioridades passam a ser o plano b. E que tudo isso influencia na sua dieta.
Ainda sobre dieta, acho que saí descendo ladeira abaixo (rolando depois de cair kkkkk) quando meu amor veio morar comigo (ele não é nem um pouco prendado) e comecei a fazer coisas fora da minha dieta (ele não ia viver a base de crepioca e salada), e acabei embarcando na alimentação dele.
Assumo, me faltou foco, e quando dei por mim, estava mais rechonchuda. Porém a balança não acusava a mudança de peso (perdi massa magra, ganhei gordura e o peso continuou estabilizado) e eu não percebi que estava engordando assim tão fácil. (Assumir nossos erros faz parte da vida adulta).
Meu grande desafio é conseguir programar minha dieta, meus exercícios, as necessidades da casa, trabalhar, cuidar da aparência, da saúde, do noivo... Eu choro quando imagino que teria que faltar a academia para dar conta das roupas para passar, depois de ter passado o dia todo trabalhando. Nessas horas bate saudade de ter pai e mãe em casa, encontrar tudo limpo e arrumado, a comida pronta (ou pelo menos ter que cuidar apenas da minha comida da dieta).
É um desabafo, acho que já pirei tanto com isso, que até o boy se prontificou a se prendar e me ajudar (até pequenas compras ele fez, mas comprou coisa errada kkkk). E assim, meu próximo desafio é conseguir dividir as tarefas.
Bom, acabou acontecendo. Me formei, comecei a trabalhar na área, comecei a guardar minha grana e quando deu, dei entrada no meu apartamento (mas meus pais resolveram se mudar para lá, aí fiquei no deles).
Quando comecei a morar só, o tempo começou a parecer muito longo. E solitário em um apartamento de 130m² e eu ali tão só. Comecei a me ocupar com faxina quase todo dia. Aí o tempo voava mais rápido e eu esquecia de comer. Mas também não achava nada pronto e tornei a crepioca de queijo cottage com peito de peru e tomate cereja (230kcal) a minha refeição oficial.
Enquanto isso, ainda estava magra, tinha acabado de retomar os treinos depois de ter quebrado o pé e ficado quase 6 meses de molho. Foi impressionante como em 1 mês correndo 3x por semana, já havia perdido bastante gordura corporal.
Tudo mudou quando meu amor veio morar comigo. Eu sou carente de atenção. Se ele estiver em casa, vou querer estar com ele. Esse é o problema. Aí que eu falo que amar engorda! Mas no fim das contas, a culpa é inteiramente minha.
Os desafios começam quando você descobre que está só: não vai encontrar nada pronto e terá que colocar a mão na massa. Também pagará suas contas e descobrirá que não tem mais tempo nem disposição para nada. Algumas coisas que eram prioridades passam a ser o plano b. E que tudo isso influencia na sua dieta.
Ainda sobre dieta, acho que saí descendo ladeira abaixo (rolando depois de cair kkkkk) quando meu amor veio morar comigo (ele não é nem um pouco prendado) e comecei a fazer coisas fora da minha dieta (ele não ia viver a base de crepioca e salada), e acabei embarcando na alimentação dele.
Assumo, me faltou foco, e quando dei por mim, estava mais rechonchuda. Porém a balança não acusava a mudança de peso (perdi massa magra, ganhei gordura e o peso continuou estabilizado) e eu não percebi que estava engordando assim tão fácil. (Assumir nossos erros faz parte da vida adulta).
Meu grande desafio é conseguir programar minha dieta, meus exercícios, as necessidades da casa, trabalhar, cuidar da aparência, da saúde, do noivo... Eu choro quando imagino que teria que faltar a academia para dar conta das roupas para passar, depois de ter passado o dia todo trabalhando. Nessas horas bate saudade de ter pai e mãe em casa, encontrar tudo limpo e arrumado, a comida pronta (ou pelo menos ter que cuidar apenas da minha comida da dieta).
É um desabafo, acho que já pirei tanto com isso, que até o boy se prontificou a se prendar e me ajudar (até pequenas compras ele fez, mas comprou coisa errada kkkk). E assim, meu próximo desafio é conseguir dividir as tarefas.
segunda-feira, 26 de setembro de 2016
Emagrecer: uma jornada solitária!
Sou Ana Maria Portela, ou simplesmente Ana Po!
Como já confidenciei aqui no blog algumas vezes, eu nunca fui anoréxica (tenho épocas com pouco apetite ou com uma tentativa mais esforçada de emagrecer), mas na realidade, já sofri muito com a Mia.
Sou ex atleta (era ginasta até os 16 anos, quando rompi o ligamento da mão) e andei me arriscando nos últimos anos no esporte amador (algumas artes marciais e corrida). Me adaptei bastante à corrida e sigo religiosamente meus treinos.
Ou melhor, estava seguindo...
Aconteceram uma série de fatores que me fizeram diminuir o ritmo. Quebrei o pé (tem 1 ano e meio), fiquei de molho, acabei engordando, encontrei o amor (amar engorda - tem 1 ano) e por fim, tive a zika virus (em julho - que lenhou minhas articulações e não consigo correr). Estou correndo atrás do prejuízo (não sei dizer o quanto engordei exatamente, pois meu porte físico não é exatamente delgado - muito pelo contrário - sou bem musculosa por tendência corporal e músculo pesa mais que gordura). Ganhei 7% de índice de gordura no corpo e estou com os rins sobrecarregados (efeito zika), o que me faz inchar muito.
Atualmente, estou num ritmo leve de treino de corrida. Estou tentando adequar minha dieta a minha atual fase mais sedentária. Pretendo acrescentar musculação na minha rotina para fortalecer a musculatura e me ajudar a voltar a correr sem me lesionar.
Aqui chego no ponto onde eu queria:
Por que eu fiz esse blog.
Durante muito tempo segui diversos blogs de dieta, e em algum ponto da minha vida me deparei com alguns blogs Ana & Mia. Me afeiçoei à várias borboletas, sofrendo junto de longe e anotando dicas que pra mim são coerentes.
Em busca de motivação, resolvi criar esse blog (percebam que quase todos os dias faço postagens e sempre respondo os comentários). Os fóruns foram sumindo, e a forma de comunicação das pessoas com distúrbios alimentares acabou sendo o formato de diário digital (ou blog).
Até achar meus quilinhos de volta e não caber mais em minhas calças (ok, do 38 para o 40 não é lá grande engordada) eu estava bem distante desse mundo, mas na tentativa de retomar a rotina estando impossibilitada de me exercitar como antes, precisei mudar minha dieta e testar até me adaptar novamente.
Faz um bom tempo que estacionei nos 57Kg. Tenho uma alimentação bastante saudável, sendo sincera (poucos carboidratos, muita salada e alguma proteína animal). A Ana não é presente na minha vida. A Mia é inseparável. Temos períodos de altos e baixos e sendo realista, mesmo que eu trate meu transtorno (como já fiz anteriormente), um dia ela voltará a dar as caras ainda mais devastadora.
Estou na minha fase secar novamente (não tinha atingindo meu objetivo anterior, mas estava quase perto). Eu tenho consciência do meu tipo de corpo e na minha capacidade corporal, e talvez por isso, não deixo a Ana chegar muito perto. Acho que um dia irei virar fitspo (hahahaha)!
Como posso ajudá-las?
Recebo uns pedidos de ajuda de vez em quando. Em comentários, por email ou no Google +. Tenho uma conta no facebook, mas raramente entro lá, mas sempre tem alguma mensagem inbox com um S.O.S. Juro que não sei como faço para ajudar. A existência do blog por si só já é a melhor das formas de ajudar. Os comentários em outros blogs também são formas de ajuda.
O fato é: motivação é algo de dentro pra fora. A necessidade é notada pela pessoa que tem vontade de mudar, e a motivação surge do esforço que ela impõe nisso. Daí surge a necessidade de pesquisa, a leitura, o conhecimento de métodos, dietas, casos de sucesso, casos de retorno a estaca zero... Mas tudo isso parte de dentro pra fora. E só quem testa a experiência que pode avaliar o quanto ela pode trazer sucesso ou se será necessária uma mudança de estratégia.
Mas como manter-se motivada, se nada dá certo? Eu sugiro fazer uma auto avaliação: o que você faz que te prejudica? O que você come? O que você gasta? Que tipo de atividade você faz? Quantos anos você tem? O que devo fazer para reduzir meu consumo calórico? Corto o que? Será que estou querendo algo impossível para meu tipo de corpo? Após a resposta de todos esses itens, a busca pelo sucesso ou até mesmo pela ajuda é mais fácil. Dica do dia: Procure a sua falha e tente corrigir.
Não estou me recusando a ajudar quem pede, mas estou apresentando o que está ao meu alcance. Apoio moral, conselhos, dicas, curiosidades, sugestões, tudo isso posso dar, mas deve-se lembrar que emagrecer é uma jornada solitária.
quarta-feira, 14 de setembro de 2016
Mia e Eu
Temos um longo caso de amor e ódio. Não digo que a odeio apenas por que fujo dela. Fujo do comportamento opressivo da Mia, que me olha com cara de desdém toda vez que cometo um deslize e sussurra por minuto que devo colocar tudo pra fora.
As vezes, ela não precisa nem mandar. Entope minha mente com coisas nojentas, normalmente associadas a comida, e me assombra na hora de escovar os dentes. A ultima vez que ela fez isso, nem eu esperava. Sem ao menos forçar, botei tudo para fora, expelindo até pelo nariz. Eu a odeio por me provocar, jogar na cara o quanto eu sou gorda e o quanto ela me estimula a comer um pouquinho e eu me afundo bonito no prato, e depois de tudo ficar me pressionando enquanto ainda há tempo de botar tudo para fora.
Apesar de tudo, não vivo sem ela. Eu a odeio, mas sou dependente dela. A Mia resolve dar uma de treinadora, e me levanta as 5 da matina pra correr na esteira por pelo menos 40 minutos, me lembra que devo tomar meus remédios e suplementos(ela é escrota também, não me lembra de beber água) e me ajuda a me manter entretida com outras atividades até esquecer que devo comer (as vezes ela faz de propósito, pra ferrar com tudo... quando lembro de comer, estou com fome demais e não consigo me controlar).
Muito se engana quem pensa que a Mia é aquela diaba que aparece no seu ombro te pedindo pra vomitar toda vez que você come. Ela aparece te chamando pra malhar, pra tomar remédio, te aconselhar a se entupir de laxante, te estimular a fazer pesquisas (aí você descobre várias coisas que também podem ser usadas, mas nem sempre é uma boa ideia, por que a Mia é entusiasta e resolve que você deve experimentar).
E ela não some. Independente de você estar gorda ou magra, ela não se vai. Fica sempre ali, mesmo que você a ignore ou não dê atenção. Eu costumo fazer ouvido de mercador quando ela vem com a conversa fiada de "comeu demais, se fosse você vomitava até não sair mais nada", mas uma hora ela se vinga.
Sádica, perversa, vingativa. Está até agora me aterrorizando pelo leite integral (acabou o desnatado) do café da manhã, e eu me arrependo por não ter diluído em água. Me abusou até dizer chega na hora de escovar os dentes. Cheguei a enjoar, ansiar vômito sem ao menos forçar. Resultado: não escovei a língua! Não coloquei pra fora. Se tivesse, talvez ela teria me deixado em paz. Ou não!
Certa vez fiz um post falando sobre a Mia: http://colardeossos.blogspot.com/2016/08/sistema-de-compensacao-nem-so-de-vomito.html, justo no momento em que ela começou a se fazer presente. Ontem desabafei mais um pouco, mas hoje ela está insuportável. Vou acabar me rendendo mais cedo ou mais tarde, pois resistir está muito difícil.
Espero apenas que ela se vá...
As vezes, ela não precisa nem mandar. Entope minha mente com coisas nojentas, normalmente associadas a comida, e me assombra na hora de escovar os dentes. A ultima vez que ela fez isso, nem eu esperava. Sem ao menos forçar, botei tudo para fora, expelindo até pelo nariz. Eu a odeio por me provocar, jogar na cara o quanto eu sou gorda e o quanto ela me estimula a comer um pouquinho e eu me afundo bonito no prato, e depois de tudo ficar me pressionando enquanto ainda há tempo de botar tudo para fora.
Apesar de tudo, não vivo sem ela. Eu a odeio, mas sou dependente dela. A Mia resolve dar uma de treinadora, e me levanta as 5 da matina pra correr na esteira por pelo menos 40 minutos, me lembra que devo tomar meus remédios e suplementos(ela é escrota também, não me lembra de beber água) e me ajuda a me manter entretida com outras atividades até esquecer que devo comer (as vezes ela faz de propósito, pra ferrar com tudo... quando lembro de comer, estou com fome demais e não consigo me controlar).
Muito se engana quem pensa que a Mia é aquela diaba que aparece no seu ombro te pedindo pra vomitar toda vez que você come. Ela aparece te chamando pra malhar, pra tomar remédio, te aconselhar a se entupir de laxante, te estimular a fazer pesquisas (aí você descobre várias coisas que também podem ser usadas, mas nem sempre é uma boa ideia, por que a Mia é entusiasta e resolve que você deve experimentar).
E ela não some. Independente de você estar gorda ou magra, ela não se vai. Fica sempre ali, mesmo que você a ignore ou não dê atenção. Eu costumo fazer ouvido de mercador quando ela vem com a conversa fiada de "comeu demais, se fosse você vomitava até não sair mais nada", mas uma hora ela se vinga.
Sádica, perversa, vingativa. Está até agora me aterrorizando pelo leite integral (acabou o desnatado) do café da manhã, e eu me arrependo por não ter diluído em água. Me abusou até dizer chega na hora de escovar os dentes. Cheguei a enjoar, ansiar vômito sem ao menos forçar. Resultado: não escovei a língua! Não coloquei pra fora. Se tivesse, talvez ela teria me deixado em paz. Ou não!
Certa vez fiz um post falando sobre a Mia: http://colardeossos.blogspot.com/2016/08/sistema-de-compensacao-nem-so-de-vomito.html, justo no momento em que ela começou a se fazer presente. Ontem desabafei mais um pouco, mas hoje ela está insuportável. Vou acabar me rendendo mais cedo ou mais tarde, pois resistir está muito difícil.
Espero apenas que ela se vá...
terça-feira, 13 de setembro de 2016
A resistência também se esgota!
Tem alguns dias que venho resistindo bravamente aos chamados da Mia. A Ana andou se esquecendo de mim, mas a Mia está presente, me pressionando para que eu me esvazie a cada vez que coma. Esses dias andei trabalhando em outro setor, e acabei almoçando fora. Eu detesto deixar comida no prato, por isso não gosto de comer fora: a porção é muito grande. Então eu acabo me empanturrando sem necessidade. Aí que a Mia vem com força, me induzindo a vomitar tudo, mas por enquanto, não deixei que ela tomasse conta da minha sanidade mental. Tomei laxante e continuei o Orlistate.
Espero que os dias de calmaria voltem, antes que eu me renda de fato. Tá difícil demais resistir.
Espero que os dias de calmaria voltem, antes que eu me renda de fato. Tá difícil demais resistir.
segunda-feira, 29 de agosto de 2016
Sistema de compensação - Nem só de vômito vive a Mia
Olá!
Como funciona o sistema de compensação?
Nesse método vale tudo, desde que você consiga ao menos zerar o saldo. Como eu sou uma porca gorda que gosta de comer e quero secar, acabo seguindo essa regra quando eu dou uma jacada.
Para o saldo:
Calorias Consumidas – Calorias Gastas = Saldo Calórico.
Exemplo: Consumi 600kcal hoje. Quero comer um pedaço de torta de 400kcal, e sair da dieta, devo compensar com exercício para zerar essa cota extra.
Calorias consumidas = 1000Kcal
Exercício realizado: (1 hora de subida de escada em ritmo forte) = - 1000Kcal
1000Kcal consumidas -1000Kcal gastas = 0.
Sim, Ana! E agora? Se zera quer dizer que vou manter meu peso?
Não! Você ainda tem o saldo negativo. Isso acontece porque o corpo humano gasta calorias só em estar vivo. Para funcionamento dos órgãos e funções vitais, o corpo gasta (lembrando que em repouso) de 1200 a 1400 calorias/dia para mulheres e 1800 a 2000Kcal para homens (queria muito ser homem agora)!
Beleza, Ana! E isso quer dizer que...
O saldo é negativo sempre se você zera o seu saldo. Mas esse fato deve permanecer esquecido para sua própria segurança. Essas calorias consumidas sem fazer nada são calculadas Taxa de Metabolismo Basal.
Para saber quantas calorias o seu corpo é capaz de gastar em repouso, ou seja, sem atividade física, e, consequentemente, descobrir qual deve ser o seu limite máximo de consumo calórico a cada dia, basta descobrir qual é a sua taxa metabólica basal.
Calcule a sua aqui: http://www.calculator.net/bmr-calculator.html
E onde está a compensação?
Simples: No gasto de calorias. É mais importante até gastar que não ingerir.
Confira o gasto energético de atividades: http://bemstar.globo.com/index.php?modulo=avaliacao_fisica_gasto2
Acredito que todas aqui saibam que eu sou bulímica na verdade (por isso tenho tanta dificuldade em seguir dieta e me manter no peso) e que ao contrário do que a Ana tenta me dizer, eu acabo comendo por que gosto de comer. É fato! Mas claro que eu consigo me manter na linha com a Mia.
O que acho que quase ninguém nota é que nem só de vômito vive a Mia.
O que é afinal a Bulimia?
A bulimia ou bulimia nervosa é um transtorno alimentar caracterizado por períodos de compulsão alimentar seguidos por comportamentos não saudáveis para perda de peso rápido como induzir vômito (90% dos casos), uso de laxantes, abuso de cafeína, uso de cocaína e/ou dietas inadequadas. Outros métodos para perder peso podem envolver o uso de diuréticos, estimulantes, jejum de água ou exercício físico excessivo.A maior parte das pessoas com bulimia tem peso corporal normal. A bulimia está muitas vezes associada a outros distúrbios mentais como depressão, transtornos de ansiedade e problemas como a toxicodependência ou o alcoolismo.
Formas de miar
Meu modus operandi acaba sendo o esquema de compensação. Nele eu acabo usando vários métodos conforme necessidade.
O que acho que quase ninguém nota é que nem só de vômito vive a Mia.
O que é afinal a Bulimia?
A bulimia ou bulimia nervosa é um transtorno alimentar caracterizado por períodos de compulsão alimentar seguidos por comportamentos não saudáveis para perda de peso rápido como induzir vômito (90% dos casos), uso de laxantes, abuso de cafeína, uso de cocaína e/ou dietas inadequadas. Outros métodos para perder peso podem envolver o uso de diuréticos, estimulantes, jejum de água ou exercício físico excessivo.A maior parte das pessoas com bulimia tem peso corporal normal. A bulimia está muitas vezes associada a outros distúrbios mentais como depressão, transtornos de ansiedade e problemas como a toxicodependência ou o alcoolismo.
Formas de miar
- Vômito
- Remédios (laxantes, diuréticos, remédios para tratar obesidade, anfetaminas, etc.)
- Suplementos alimentares (cafeína e termogênicos)
- Drogas (principalmente a cocaína e anfetaminas)
- Dietas inadequadas
- Jejum (de comida e/ou água)
- Exercício físico excessivo
Meu modus operandi acaba sendo o esquema de compensação. Nele eu acabo usando vários métodos conforme necessidade.
No meu dia a dia, uso o Orlistate (medicamento que impede a absorção de 30% de gordura pelo organismo através da quebra da enzima lipase) e o Chá Verde (diurético e termogênico). Já usei o Ácido Linoléico e a Quitosana, mas estou em pausa por achar que já está demais e estar tendo resultados sem eles. Caso haja necessidade, óbvio que voltarei a usar. Diuréticos e laxantes, faço o uso conforme acredito estar inchada (inchada é diferente de gorda, ok?).
Dietas, Oh God! Vivo de dieta quebrada por jacadas, mas evito muito vomitar (citarei riscos da prática mais abaixo), mas admito que exagero nos exercícios físicos.
Como funciona o sistema de compensação?
Nesse método vale tudo, desde que você consiga ao menos zerar o saldo. Como eu sou uma porca gorda que gosta de comer e quero secar, acabo seguindo essa regra quando eu dou uma jacada.
Para o saldo:
Calorias Consumidas – Calorias Gastas = Saldo Calórico.
Exemplo: Consumi 600kcal hoje. Quero comer um pedaço de torta de 400kcal, e sair da dieta, devo compensar com exercício para zerar essa cota extra.
Calorias consumidas = 1000Kcal
Exercício realizado: (1 hora de subida de escada em ritmo forte) = - 1000Kcal
1000Kcal consumidas -1000Kcal gastas = 0.
Sim, Ana! E agora? Se zera quer dizer que vou manter meu peso?
Não! Você ainda tem o saldo negativo. Isso acontece porque o corpo humano gasta calorias só em estar vivo. Para funcionamento dos órgãos e funções vitais, o corpo gasta (lembrando que em repouso) de 1200 a 1400 calorias/dia para mulheres e 1800 a 2000Kcal para homens (queria muito ser homem agora)!
Beleza, Ana! E isso quer dizer que...
O saldo é negativo sempre se você zera o seu saldo. Mas esse fato deve permanecer esquecido para sua própria segurança. Essas calorias consumidas sem fazer nada são calculadas Taxa de Metabolismo Basal.
Para saber quantas calorias o seu corpo é capaz de gastar em repouso, ou seja, sem atividade física, e, consequentemente, descobrir qual deve ser o seu limite máximo de consumo calórico a cada dia, basta descobrir qual é a sua taxa metabólica basal.
Calcule a sua aqui: http://www.calculator.net/bmr-calculator.html
E onde está a compensação?
Simples: No gasto de calorias. É mais importante até gastar que não ingerir.
Confira o gasto energético de atividades: http://bemstar.globo.com/index.php?modulo=avaliacao_fisica_gasto2
Afinal, esse método é Mia ou é Fit?
Ao contrário do que se pensa, o mundo fit tem bastante caso de pessoas com Bulimia. Se manter no peso para manter as categorias de competição esportiva influencia bastante na dieta dos competidores e no psicológico dos atletas. Há exigências de todos os lados: treinadores, patrocinadores, próprio atleta, etc.
E por que você simplesmente não mia (vomita), Ana?
Já disse aqui que sou ex atleta. Não conheci a Mia a toa. Sei muito bem os riscos que corro, e tento ao máximo evitar vomitar. Os efeitos colaterais são visíveis:
- Gengivite e corrosão do esmalte dos dentes e massa dentária: seus dentes irão ficar sensíveis e encolher.
- Mau hálito: o suco gástrico corrói as paredes do seu esôfago, causando pequenas feridas, que em processo de cicatrização exalam o terrível odor.
- Inflamação constante das vias respiratórias e digestivas: viver com dor de garganta pode ser consequência.
- Desidratação e ressecamento da pele, com constipação sintomática: sim, seu corpo perde água. E a desidratação é refletida na pele, cabelos e nas fezes (reconsidere caso você sinta dificuldade de ir ao banheiro).
- Má absorção de nutrientes: não precisa nem comentar, né?
- Arritmia cardíaca: não só vomitando, mas a soma de fatores causa isso - remédios + exercícios + falta de nutrientes e desidratação.
- Mal funcionamento dos rins: consequência da desidratação
- Fadiga: consequência da má absorção de nutrientes e arritmia.
Conclusão
Nem só de vômito vive a mia. Ser um bulímico é muito mais complexo do que só vomitar. Se eu vomito? Sim, mas evito. Quando o desespero bate, é obvio que chamo a mia sem nem pensar. Tenho os dentes sensíveis, estômago sensível, dificuldade de ir ao banheiro, meus exames sempre apontam alguma deficiência de nutrientes. Quando abuso nos exercícios, meu coração dispara (cafeína e chá verde, gente, faz isso), e meus rins não funcionam tão bem (bebo pouca água e costumo reter líquido).
Se vomitar vale a pena? Se valesse realmente, eu não evitava.
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